Outras fantásticas tirinhas sobre processos acadêmicos penosos em PHD Comics. Idéia plagiada do blog Quinas e Cantos, também redigido por uma mestranda aparentemente iniciando o processo de surto.
domingo, 19 de outubro de 2008
Sobre a evolução do trabalho acadêmico
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 15:19 1 consolos ou conselhos amigos
sábado, 18 de outubro de 2008
Altos e baixos
Meu vizinho(a) do apartamento de cima está fazendo aulas de baixo, o que vem me causando algum desconforto mental e emocional.
Agravantes:
1) O som não é baixo;
2) Ele deve ter, como eu, pouco tempo livre, por dois motivos: continua tocando mal, o que indica que ele estuda pouco; e treina durante as poucas horas em que eu estou em casa, que são as horas não-úteis (para ele, que não aprende, e para mim, que não consigo me concentrar);
3) Ele só sabe duas "músicas";
4) Uma característica do baixo é a reverberação, o que faz vibrar janelas, fazendo o irritante barulhinho semelhante a um caminhão de concreto passando em alta velocidade na rua de paralelepípedos a cada meio segundo.
Atenuante (para ele):
Eu não sei quem ele é, ficando assim impossibilitada de quebrar seus dez dedinhos da mão com uma marreta, forçando-o a tirar férias de uns três meses das lições.
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 20:13 1 consolos ou conselhos amigos
Vícios
Pra quem nada tem pra fazer, nota 10. Pra quem tem uma tese...
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 17:23 1 consolos ou conselhos amigos
domingo, 12 de outubro de 2008
Feliz dia das crianças!
Aproveitem o dia para relembrar os velhos tempos da infância e dizer para o orientador que o cachorro comeu seu trabalho, a empregada jogou ele fora ou a sua irmã mais nova usou todo o papel para treinar novas técnicas de origami, em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil.
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 19:39 1 consolos ou conselhos amigos
sábado, 11 de outubro de 2008
Quantas horas tem o seu dia?
Há algum tempo muitos dos meus amigos mais próximos dizem que meu dia tem 48 horas, devido à quantidade de coisas que eu (preciso) processar simultaneamente.
Pois bem, não estou com falta do que fazer, mas abusei da minha capacidade de cumprir tarefas ao mesmo tempo e fiz uma tabela com as principais atividades dos meus dias úteis (segunda a sexta). Lá vai:
Horas existentes nos dias úteis por semana: 120h
Tempo gasto com as principais atividades
No trabalho: 47h30
Dormindo: 35h50
Dissertação: 20h
Em trânsito: 18h20
Grandes refeições: 6h40
Spinning: 5h
Total de horas gastas por semana: 133h20
Sobram para todas as demais atividades (tomar banho, assistir TV, ir ao banheiro, trocar de roupa etc): -13h20 (ênfase para o sinal de "menos")
É... acho que eu ando fazendo milagres.
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 12:24 1 consolos ou conselhos amigos
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Perdas e danos
Voltei a fazer dieta pra perder uns quilinhos e me sentir, pelo menos futilmente, melhor.
(Desculpem a futilidade, mas afinal, blogs e diários também têm seus momentos fúteis).
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 22:56 1 consolos ou conselhos amigos
sábado, 4 de outubro de 2008
Músicas para o seu humor
O Musicovery é uma espécie de super jukebox online que faz uma seleção automática de músicas (internacionais) de acordo com o seu humor.
Para uma mestranda nem muito nervosa nem tão calma, mas um tanto pessimista, a seleção de hoje incluiu Stevie Wonder, Moby, BB King, Pink Floyd, Smashing Pumpkins... Divertido!
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 15:57 1 consolos ou conselhos amigos
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Pensamento do dia
Acho que eu errei um pouquinho na conta do tempo que eu levaria para terminar a minha dissertação. Achei que 2 meses seriam suficientes: ontem fez 5 meses que eu fiz essa conta.
Um pensamento filosofado por meu chefe ontem ao final do expediente, ao me observar surtar com a celebração do aniversário de 5 meses, pode ser a solução sociológica para essa questão: o ótimo é inimigo do bom.
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 11:38 1 consolos ou conselhos amigos
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Amor à disciplina... ou ao prêmio?
E eu que reclamo da minha dissertação... esse trabalho eu acho que eu não faria nem pelos US$ 100 mil! A matéria é do Globo Online / BBC Brasil.
Cientistas definem número primo com 13 milhões de dígitos
Matemáticos americanos se qualificaram para receber um prêmio de US$ 100 mil por encontrar um número primo - que só pode ser dividido por um e por si mesmo - com quase 13 milhões de dígitos. O prêmio da Electronic Frontier Foundation (EFF) era oferecido há quase dez anos para a primeira equipe de cientistas capazes de encontrar um número primo de Mersenne - em homenagem ao matemático francês Marin Mersenne, que os popularizou no século 17 - com mais de 10 milhões de dígitos.
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 14:18 1 consolos ou conselhos amigos
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Ctrl + Alt + Del
Quando o computador trava, aperta-se Ctrl + Alt + Del e na grande maioria das vezes está tudo resolvido. Se não resolver, junta-se tudo e joga-se fora.
Mas e quando o meu cérebro trava e os meus lindos neurônios fazem paralisação?
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 15:25 1 consolos ou conselhos amigos
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Apelo
Quando o desespero aperta, nós começamos a apelar para coisas esotéricas que nos prometem respostas sobre as perguntas complexas da vida (nossa, falei bonito, como uma dissertação...)
Já postei tudo que foi tipo de mandinga neste blog. A novidade de hoje é o Tarô Zen do Osho (!), recomendado por uma amiga doutoranda.
Por incrível que pareça, todas as mensagens que eu tirei me disseram alguma coisa sobre o complexo momento acadêmico pelo qual eu estou passando. Pra não ficar chato, copio apenas a carta do Centro, que quer dizer "A Questão".A SUPRESSÃO
Em sânscrito, a palavra é "alaya vigyan": a casa em cujo porão você vai juntando coisas que gostaria de fazer, mas que não pode por causa das condições sociais, da cultura, da civilização. Essas coisas, porém, vão se acumulando ali, e muito indiretamente passam a afetar as suas ações, a sua vida. Elas não podem encará-lo diretamente - você as obrigou a ficar na escuridão; mas, do escuro, elas continuam influenciando o seu comportamento. Elas são perigosas: é arriscado manter todas essas inibições dentro de você.
É possível que essas sejam as coisas que atingem um clímax, quando uma pessoa enlouquece. A loucura não é outra coisa senão todas essas repressões chegando a um ponto em que você já não consegue controlá-las. A loucura, porém, é aceitável, ao passo que a meditação não - e a meditação é o único caminho para tornar uma pessoa absolutamente sã.
Comentário:
A figura desta carta apresenta-se literalmente "emaranhada em nós". Sua luz ainda brilha no íntimo, mas esse personagem reprimiu sua própria vitalidade na tentativa de corresponder a muitas exigências e expectativas. Abriu mão de todo o seu próprio poder e visão, em troca de ser aceito por essas mesmas forças que o aprisionaram. O perigo de reprimir dessa maneira a própria energia natural é visível nas rachaduras de uma erupção vulcânica que está para acontecer em toda a volta da figura.
A verdadeira mensagem desta carta é que é necessário encontrar uma saída de cura para essa explosão iminente. É essencial encontrar uma maneira de dar vazão a qualquer tensão e estresse que possam estar se acumulando, neste momento, dentro de você. Soque um travesseiro, dê pulos, procure uma área deserta e berre contra o céu vazio: qualquer coisa que possa ativar sua energia e consiga fazê-la circular livremente. Não espere que aconteça uma catástrofe.
Mestrandos do mundo todo: Socando travesseiros!!!
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 13:34 1 consolos ou conselhos amigos
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Dissertação insensível
Ando meio sumida devido ao volume absurdo de coisas a fazer, e ao pressentimento de que, mais uma vez, vou perder o prazo para a defesa.
Segue a anedota real do dia.
Tenho uma estagiária que está iniciando o trabalho de conclusão de curso em uma área totalmente distinta da minha, o que só nos permite conversar sobre assuntos relacionados a monografias, teses e dissertações que sejam banais.
Mestranda - Você sabe se a palavra "gráfico", quando está no meio do texto e seguida do número do gráfico correspondente, é com maiúscula ou minúscula? No meu texto está o maior samba do crioulo doido.
Estagiária - Sei não. Eu colocaria tudo com maiúscula.
M - Essas normas são um saco, mas muita gente não segue. Até dissertação escrita em Trebuchet eu já vi.
E - Lá na faculdade o padrão é Arial.
M - Ih, na minha é Times. Ainda bem, porque Arial é feio, né?
E - É verdade! É uma fonte que não passa sentimento nenhum!!!
M - (...)
Um desabafo de Mestranda à beira de um ataque de nervos às 09:28 1 consolos ou conselhos amigos